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Bienal de Veneza apresenta a primeira aldeia ‘autossustentável’

Inspiração, Meio Ambiente, Paisagismo, Projeto
29/06/2016
Além da exposição na Bienal, o projeto será colocado em prática na cidade holandesa de Almere. O programa-piloto da ReGen Villages tem previsão de entregar 25 casas em 2017.

15ª Bienal Internacional de Arquitetura em Veneza vai até o dia 27 de novembro de 2016. Um dos projetos selecionados nesta edição é o chamado “ReGen Villages”, apresentado pelo estúdio de arquitetura Effekt e presente no espaço dinamarquês do evento.  O projeto apresenta uma comunidade de casas que produzem a sua própria alimentação e energia – um modelo que visa combater um amplo gama de questões globais ambientais, como a escassez de água e alimentos e o aumento das emissões de CO2.

Além da apresentação na Bienal, a Effekt vai além: eles irão colocar em prática a ideia, construindo a aldeia na cidade holandesa de Almere, a 25 minutos de Amsterdã. O programa-piloto da ReGen Villages prevê uma primeira entrega de 25 casas em 2017.

Além da ReGen Villages, o escritório dinamarquês Effekt ainda teve outros cinco projetos escolhidos para fazer parte da contribuição dinamarquesa na Bienal de Veneza, incluindo Estonian Academy of Arts, GAME Streetmekka, Climate Harbour Middelfart (a ser publicado após a abertura da Bienal) e a Vinge Masterplan. “Tudo com foco no impacto social da arquitetura”.

Conheça mais sobre o projeto no texto abaixo do jornal El País.

Uma estufa transformada em moradia capaz de produzir energia e alimentos. Ou, em outras palavras, a ciência aplicada à arquitetura da vida cotidiana. Este é o cartão de visita do primeiro vilarejo projetado para diminuir o impacto ambiental das atividades humanas, em especial o do lixo, para se autoabastecer e gerenciar o fornecimento de água em um novo tipo de agrupamento urbano, que começará a ser construído nos próximos meses na cidade holandesa de Almere, a 25 minutos de Amsterdã. Projetado pelo estúdio de arquitetura dinamarquês Effekt, o programa-piloto da ReGen Villages prevê uma primeira entrega de 25 casas em 2017. Dominados por vidraças que envolvem vegetais cultivados em seu interior, os terrenos constituem quase que uma metáfora da tão desejada harmonia com o ambiente. Principalmente levando-se em conta que, em 2050, a população mundial ultrapassará os 10 bilhões de habitantes.

Regen quer dizer “regeneração”, e tanto a maquete do projeto quanto a sua versão animada, em vídeo, mostram a imagem em miniatura de uma cidade reluzente. A partir de 250.000 euros (cerca de um milhão de reais), com uma capacidade média para três ou quatro pessoas (de 300 a 400 pessoas para um total de 100 casas), as moradias parecem transparentes, tamanha a profusão de vidros. Dentro delas, a cultura vertical das estufas convive com pequenas hortas e pomares, unidades de aquicultura e painéis solares.

Há torres de armazenamento de água, granjas de animais, áreas de recreação e um estacionamento para veículos elétricos. Assim como um centro comunitário para reuniões, além de “espaços sociais”. Segundo os cálculos do Effekt, “uma família de três pessoas necessitaria de uma área total de 639 metros quadrados viver autonomamente. Uma casa do tipo médio tem 120 metros quadrados, e eles se acrescenta uma estufa (40 m2); a aquicultura respectiva (300 m2); uma horta e pomar de estação (100 m2); a parcela proporcional da granja (25 m2); dos painéis solares (34 m2) e da água armazenada (20 m2)”.

Veja mais informações e imagens em: http://brasil.elpais.com/brasil/2016/06/22/ciencia/1466605518_489940.html

 

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