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Normas técnicas garantem segurança em projetos de sistemas de gás

Artigos, Projeto
20/12/2018
Uso do combustível em edificações exige planejamento desde a concepção da obra.

Toda infraestrutura que transporta o gás combustível (Gás Natural e Gás Liquefeito de Petróleo – GLP) até seu ponto de consumo seria ineficaz caso os imóveis não contassem com uma rede interna preparada adequadamente para o recebimento destes combustíveis. Por isso, o cumprimento das normas técnicas na execução dos projetos arquitetônicos é de fundamental importância – em Curitiba, todas as novas construções devem obrigatoriamente possuir instalações que podem ser utilizadas tanto para o GLP quanto para o gás natural.

Segundo Alexandre Gonçalves, engenheiro da Companhia Paranaense de Gás (Compagas), o primeiro passo é planejar e pensar o sistema de gás desde o início da obra. “Assim como o arquiteto ou engenheiro prevê toda rede elétrica e hidráulica, é preciso, na concepção do projeto, avaliar de que maneira o gás combustível será utilizado em cada ambiente – para o aquecimento do ambiente, da água, do piso, por exemplo – para assim definir a potência dos aparelhos que serão utilizados no imóvel”, revela.

De acordo com essa potência é que se determinam os equipamentos e as dimensões necessárias para a instalação correta da rede interna. Além disso, o uso do gás combustível também influi nos dimensionamentos dos projetos de distribuição de energia elétrica e água quente. “Se a infraestrutura para uso do gás no aquecimento de água não for prevista, o imóvel ficará restrito à utilização de chuveiros elétricos”, exemplifica Gonçalves.

Alguns espaços devem ser previstos com critério adequado no projeto arquitetônico tais como as centrais de GLP e os abrigos de Estação de Redução de Pressão (ERP) ou Estação de Medição e Redução de Pressão (EMRP), no caso do Gás Natural. Cada tipo de gás possui regras específicas, sendo necessário atender condições técnicas de alocação e afastamentos mínimos por questões de segurança. Nesse quesito, o Gás Natural apresenta vantagens, pois exige espaço físico sensivelmente menor que as centrais de GLP, além de ser mais seguro por não reunir uma grande quantidade de combustível nem precisar de reabastecimento por caminhões com gás em alta pressão.

Os abrigos internos, espaços onde ficam os medidores e reguladores de pressão individuais dos apartamentos, devem estar alocados em condições de fácil acesso e ampla ventilação. Normalmente ficam no hall dos andares e utiliza-se o espaço sob o hidrante para tal, mas nem sempre ele possui dimensões úteis adequadas. “Dada sua importância, deve-se ter em mente que, antes de tudo, trata-se de um espaço de segurança e deve ser tratado como tal”, explica o engenheiro.

De acordo com Gonçalves, os maiores problemas encontrados nos abrigos são portas e espaço interno de tamanho insuficiente, uso de válvulas de bloqueio de tamanho e modelo inadequados para gás e com difícil acesso para seu acionamento, além de medidores montados empilhados por falta de espaço planejado, além de serem de capacidade inferior à utilizada na edificação – justamente pela falta de planejamento sobre a potência a ser dispensada à unidade habitacional. As normas que regem essa instalação é a ABNT NBR 15526 (edificações residenciais), a ABNT NBR 15358 (edificações comerciais) e as Normas de Procedimento Técnico do Corpo de Bombeiros do Paraná (NPT 28 e NPT 29).

Para as edificações com gás natural, a Compagas oferece o Regulamento para Instalações Prediais de Gás – RIPGAS. O documento estabelece os parâmetros e detalhamentos específicos para as edificações com gás natural, fornecendo informações sobre questões como dimensões dos abrigos, formas de fixação das tubulações e sistemas de ventilação. O material está disponível em http://compagas.com.br/index.php/normas-tecnicas?utm_source=IAB%20-%20Mat%C3%A9ria%20Dezembro

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