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Instalação e manutenção correta evitam acidentes com equipamentos a gás

Inspiração, Projeto
29/05/2019
Cuidado com os aparelhos reduz risco de acidentes e vazamentos de monóxido de carbono

Alimentar lareiras, aquecer a água, o ar e até mesmo o piso. O uso do gás natural nas residências oferece conforto, comodidade e praticidade para seus moradores. Por isso, profissionais da engenharia e arquitetura investem cada vez mais em equipamentos a gás em seus projetos. Mas é preciso muito cuidado com a instalação e manutenção destes aparelhos, principalmente no inverno – o principal cuidado deve ser com a ventilação dos ambientes.

Para evitar acidentes com monóxido de carbono, é necessário garantir a ventilação permanente e a instalação de acordo com as orientações do fabricante e normas técnicas. Segundo a norma técnica ABNT NBR 13103, a abertura superior do ambiente que contém aparelhos a gás deve estar localizada a uma altura mínima de 1,50 m em relação ao piso acabado e a inferior, no máximo a 0,80 m deste piso. A soma total da área permanentemente ventilada deverá ser, no mínimo, de 600 cm² (400 cm² na superior e 200 cm² na inferior).

Para garantir a segurança no uso dos equipamentos é preciso assegurar, durante a execução dos projetos de engenharia, a ventilação adequada das áreas onde estes aparelhos serão instalados, bem como a correta instalação das chaminés, de acordo com medidas e ângulos padronizados pela ABNT, explica Alexandre Gonçalves, engenheiro da Companhia Paranaense de Gás (Compagas).

Os aquecedores de exaustão natural dependem inteiramente da ação física da convecção dos gases quentes para serem expulsos para fora do interior da edificação. Esse tipo de aquecedor é o mais comum de se encontrar nos apartamentos, nas lojas de departamento e são os mais baratos, por isso, a necessidade de maior atenção sobre eles. Outro cuidado importante é garantir que o diâmetro do duto seja mantido igual ao da gola (ponto de conexão com o aquecedor) até o terminal (peça em forma de “T” vista do lado externo e que deve ser instalado em posição vertical). Também devem ser observados os limites da extensão do duto de exaustão.

No trecho vertical, o cumprimento estrito da altura mínima de 35 cm, logo que sai da gola do aquecedor. Não há limite indicado para o trecho vertical para cima, mas quanto maior for, melhor. No trecho horizontal, este sim possui limite máximo na sua extensão e seu cálculo depende diretamente da altura na vertical disponível para a instalação da chaminé. De forma alguma poderá haver trecho que assuma inclinação do duto para baixo, por menor que seja, sob risco de retorno dos gases queimados.

Aquecedores de exaustão forçada apresentam a característica de possuírem um ventilador em seu interior que empurra os gases de exaustão para fora de sua câmara de combustão, de forma mecânica. Trata-se de produtos mais modernos, menores nas suas dimensões gerais, são mais seguros por terem dispositivos que desligam automaticamente diante de falhas críticas e são mais eficientes por conseguirem variar a quantidade de ar para reagir com o gás dispensado na câmara de combustão. Esse tipo de aquecedor possui diâmetros de chaminés menores que os de exaustão natural de mesma potência e não dependem de alturas mínimas para funcionarem.

Cada fabricante orienta os limites máximos de comprimento de dutos, mas são, certamente, maiores que os de exaustão natural. Tantas vantagens embutem um custo maior, porém, muitas vezes válido.

 “Saber antecipadamente a potência dos aquecedores permite a previsão de furações em vigas, nos diâmetros adequados evitando traçados fora da conformidade técnica e reduções que restringem a saída dos efluentes. Não há risco de utilizar aquecedores a gás quando eles estão instalados em conformidade. O mais indicado é optar pela instalação dos aparelhos na área de serviço, que costuma ser o local mais arejado da casa”, afirma o engenheiro. Sistemas de exaustão com vazamento nos dutos em ambientes mal ventilados propiciam o acúmulo de um gás tóxico: o monóxido de carbono. Sem cor e nem cheiro, este gás é de difícil percepção e sua inalação pode ser fatal. A exaustão dos aquecedores deve ser tratada de forma prioritária, pois os acidentes, inclusive com morte, são derivados principalmente de falhas neste quesito.

Para evitar acidentes é fundamental ainda que a manutenção dos equipamentos seja realizada a cada doze meses ou de acordo com as indicações do fabricante. Além disso, alguns cuidados básicos precisam ser tomados. “Os equipamentos a gás devem ser mantidos em bom estado de conservação, estar sempre com a manutenção em dia, estar instalados de acordo com a norma NBR 13103 e conforme as instruções do fabricante. Essas recomendações valem para o ano todo, mas no inverno, quando as pessoas permanecem por muito tempo em lugares fechados, é preciso ter ainda mais atenção”, finaliza.

compagas imagem materia

Dicas de segurança

Com algumas indicações simples, a Compagas orienta sobre como utilizar os aparelhos de forma correta:

– Verifique se a chama dos equipamentos é de cor azul. Se ela estiver com outra coloração (amarela, alaranjada ou roxa), o equipamento pode estar funcionando de forma defeituosa e, certamente, de forma ineficiente, consumindo mais gás do que o normal. Neste caso, chame um profissional qualificado para que revise o equipamento.

– Certifique-se de que os dutos das saídas dos gases ao exterior estão livres de obstruções, sem amassamento e instaladas de forma regulamentada. Marcas escuras nos visores de chama, aberturas na carcaça do aquecedor ou no teto, próximo ao duto de exaustão, é sinal de retorno do efluente ou mesmo vazamento no duto. A causa deverá ser elucidada e resolvida o mais rápido possível através da avaliação de um técnico qualificado.

– Não utilize fornalhas e fornos de cozinha para esquentar o ambiente; é perigoso.

– Esteja atento para a vida útil do equipamento. Caso esteja comprometido, é aconselhável sua substituição.


Sobre a Compagas – Concessionária responsável pela distribuição de gás natural canalizado no
Estado do Paraná. Empresa de economia mista, tem como acionista majoritária a Companhia
Paranaense de Energia – Copel, com 51% das ações, a Gaspetro, com 24,5% e a Mitsui Gás e
Energia do Brasil, com 24,5%. Em março de 2000, a empresa passou a ser a primeira
distribuidora do Sul do país a fornecer o gás natural aos seus clientes, com a inauguração do
ramal sul do gasoduto Bolívia – Brasil (Gasbol). Atualmente, a Compagas conta com mais de 45
mil clientes dos segmentos residencial, comercial, industrial, veicular e geração de energia elétrica
e está presente em 17 municípios: Araucária, Curitiba, Campo Largo, Balsa Nova, Palmeira, Ponta
Grossa, São José dos Pinhais, Colombo, Quatro Barras, Fazenda Rio Grande, Pinhais, Campina
Grande do Sul, Paranaguá, Londrina, Carambeí, Castro e Arapoti.

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