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Imprensa repercute falecimento da arquiteta Zaha Hadid

IABPR, Projeto
31/03/2016
Conforme noticiado por vários meios de comunicação internacionais e nacionais, Zaha Hadid, a arquiteta mais conhecida do mundo e primeira mulher a vencer o Prêmio Pritzker de Arquitetura, faleceu nesta quinta-feira (31/03) aos 65 anos de idade.

Responsável por projetos como a Opera House de Guangzhou e o Centro Aquático dos Jogos Olímpicos de Londres, Hadid e seu escritório tiveram uma carreira impressionante, com projetos de grande porte em andamento por todo o mundo.

Confira algumas reportagens sobre Zaha Hadid em publicações pelo mundo:

Zaha Hadid foi recentemente premiada com a 2016 Royal Gold Medal do RIBA, sendo a primeira mulher a receber individualmente a honraria. Vale a pena ler a citação do Sir Peter Cook, fundador do Archgram:

“Em nossa cultura atual tentar agradar a todos, certamente Zaha Hadid é bem sucedida, sendo alguém que ‘fez contribuições significativas para a teoria e prática da arquitetura… com um conjunto de obras substancial, e vez de obras que estão atualmente na moda.’ De fato, sua obra, embora rica em forma, estilo e maneirismo, possui uma qualidade que alguns de nós poderiam se referir como sendo um ‘olhar’ impecável.

E certamente sua obra é especial. Por três décadas, ela se aventurou por onde poucos ousariam ir: se Paul Klee faz um passeio com uma linha, então Zaha pega as superfícies que foram conduzidas por aquela linha e as leva para uma dança virtual e então, habilmente, as dobra e as leva para fora, para uma jornada pelo espaço.

Tendo necessariamente que distribuir os esforços para a produção do estúdio, em vez de ser uma artista solitária, ela se voltou para o potencial do computador de dobrar o espaço sobre si, de forma fluida.

Esta evolução da arquitetura “fluida” se acentuou com o passar do tempo, assim como aumentou a escala de suas comissões, mas na maioria dos casos, elas permanecerem claras em termos de identidade e controle.

Então, estamos concedendo a ela esta Medalha como uma Instituição Britânica – e como uma Dame Commander of the Order of the British Empire [Dama Comandante da Ordem do Império Britânico]: assim, ela pode parecer ser um membro de nosso Estabelecimento Britânico.

Talvez seja um pouco solitário quando se está no topo, cercada por alguns talentos brilhantes em seu escritório, mas um tanto temida e distante dos mais jovens. No entanto, em particular, Zaha é brincalhona e divertida, genuinamente interessada no trabalho de colegas talentosos que fazem arquitetura muito diferentes, como Steven Holl, e ela também foi a primeira a trazer a Londres talentos como Lebbeus Woods e Stanley Saiotowitz. Ela é excepcionalmente leal a seus velhos amigos: muitos dos quais são da época do Alvin Boyarsky na Architectural Association: o que parece ser sua zona de conforto e período de ouro quanto às amizades.

A história da Gold Medal certamente inclui figuras importantes que lideram grandes firmas, e ainda se pondera sobre as operações envolvidas em realizar obras tão fortes como o MAXXI em Roma – onde o poder da organização está tão claro, ou o Centro Aquático para os Jogos Olímpicos de Roma. E ela fez isso de novo e de novo em Viena, Marseille, Pequim e Guangzhou. Ela nunca fora tão prolífica, tão consistente. Sabemos que Kenzo Tange ou Frank Lloyd Wright podem não ter desenhado todas as linhas ou checado cada junção, todavia, Zaha compartilha com eles o preciso papel de atrair as atenções, uma influência distinta e implacável sobre todos ao seu redor. Tal autoconfiança é facilmente aceita em cineastas e treinadores de futebol, mas faz com que alguns arquitetos se sintam desconfortáveis, talvez tenham um ciúme secreto de seu inquestionável talento. Vamos encarar, poderíamos ter dar a medalha a alguma personalidade confortável que a merecesse. Não fizemos isso, demos a medalha a Zaha: maior que a vida, ousada, desavergonhada e certamente adequada.

Nossa heroína.

Quão sortudos somos por tê-la em Londres.”


Fonte: Revista Archdaily

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